Nota: 6/10
O Papai Noel com os dois braços tatuados (Nice e Naughty), um Coelho da Páscoa australiano (quase um canguru), Jack Frost (praticamente desconhecido no Brasil, onde ele aparentemente não aparece há uns bons anos), a Fada do Dente e o Sandman (João Pestana no Brasil), uma equipe de super-heróis que protegem as crenças infantis do Bicho Papão. Essa premissa empolga. As artes da animação mexem com o espectador. Tudo se encaminha para uma sessão de muita ação e entretenimento. Até começarem os primeiros bocejos.
Dirigido por Peter Ramsey, já conhecido por aquela outra bomba, Monstros Vs. Alienígenas, A Origem dos Guardiões peca pela conversa fiada. As cenas de ação não empolgam pois o inimigo (uma espécie de Loki infantil) não consegue intimidar. É a clássica questão do muito papo para nada. Se ele fosse realmente mau, simplesmente acabava com os guardiões e terminava o filme como senhor do universo. Mas esse não é o problema da direção. A responsabilidade de Ramsey é aproveitar a duração do filme para fazer o público se importa com seus personagens. Mas na tentativa de mostrar todos os detalhes de cada um dos guardiões, o diretor esquece de criar essa profundidade e aligação com o público. As histórias são as mesmas que já foram usadas por tantos filmes: o herói que não aceita seu fardo e precisa descubrir seu valor. Frost não é um personagem tão carismático a ponto de ser um protagonista em um filme que precisa de aceitação mundial.
Soma-se a isso o ritmo lento, intercalado por muitos diálogos vazios e cenas melodramáticas, tornando o vilão um inimigo repetitivo e sem a capacidade de manipulação verdadeira ou perigo de um Loki. Mesmo o visual do filme não explora a capacidade de escala que se tornou marca dos filmes da DreamWorks e, apesar de algumas soluções estéticas interessantes, cai no limbo dos filmes empacotados para uma Sessão da Tarde.
