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Os Mercenários - Fantasia homoerótica digna dos anos 80!

Os Mercenários - Fantasia homoerótica digna dos anos 80!

NOTA: 3 / 10

The Expendables
EUA , 2010 - 103 min.
Ação

Direção:
Sylvester Stallone

Roteiro:
Dave Callaham, Sylvester Stallone

Elenco:
Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren, Eric Roberts, Randy Couture, Steve Austin, David Zayas, Giselle Itié, Gary Daniels, Terry Crews, Mickey Rourke



Mercenários é o filme gay do ano. Um monte de astros do cinema de ação malhados ao máximo, nenhuma mulher seminua e muitas cenas comprometedoras detonam qualquer estereótipo desses rapazes que no fundo são sensíveis e apreciam a companhia de seus amigos. Audácia do diretor Sylvester Stallone que soube criar em um filme aparentemente troglodita um marco na história do subliminar. Basta ler nas entrelinhas...

A história mostra um grupo de ex-soldados super treinados que aceita uma missão: assassinar um general que comanda uma ilha na América Central. Claro que eles vão descobrir que existe muito mais por trás dessa missão.

Vou deixar bem claro: entrei para a sessão de cinema esperando um filme de ação tão competente quanto os realizados nos anos 80 e saí satisfeito, neste aspecto. Stallone sabe o que seu público quer e isso se reflete em muitas cenas de ação descabidas, recheadas de explosões e chuvas de balas. Não precisa nem justificar, muito menos quando uma metralhadora explode uma casamata. Mas se o objetivo era emular esse cinema que não se assiste mais recentemente, não tente dar profundidade. É com momentos desnecessário e fora de ordem cronológica que o filme derrapa feio. Fora isso, erros de continuidade toscos, má edição e o típico cinema do diretor, sem pé nem cabeça conseguem tirar do filme o pouco de qualidade que ele poderia ter. Sem contar que nem mesmo a utilização de maquiagem para as cenas de mutiliação é respeitada: temos que nos contentar com efeitos de computador toscos que depreciam ainda mais o filme.

Stallone também é um péssimo ator, quando não interpreta Rocky. É de longe o pior do filme, visto que ao final da sessão é o que menos lembramos. Jason Statham praticamente tem que levar nas costas como co-protagonista, com uma historinha infame sobre sua sensibilidade, plot que apenas serve para mostrar porque ele é o maior ator de ação atualmente. Jet Li e o resto do elenco tão alardeado nas propagandas mal aparecem no filme e quando isso acontecem, apenas repetem as falas já ditas anteriormente. Dolph Lundgreen e Mickey Rourke são destaques por personagens, no mínimo, mais interessantes.

O roteiro não deveria ao menos ser comentado, mas vamos lá: a história é aquela tão tradicional, cheia de clichês e piadas desnecessárias e frases de efeito tão ruins quanto às que seu amigo coloca no MSN. Beira a estupidez em alguns momentos e óbvio, só arranca risadas.

O mais notável de Os Mercenários é uma falsa hipocrisia de que é um filme de machos. Ao contrário, é um filme que como Top Gun, tem tudo para se tornar um marco do cinema gay. Se Tom Cruise ao menos tinha cena de sexo com sua namorada, aqui, Statham compra champagne Rosé e um anel de Rubi que "brilhava mais na loja onde comprei". Rourke não encontra a mulher perfeita e só se sente feliz na companhia dos amigos. Stallone tem a sua frente Gisele Itié, perfeita, exótica, implorando por um beijo, mas dá um abraço fraternal, entra no avião e Statham, o sensível e assexuado namorado da garota, com um sorrisinho sem-vergonha declara: "Eu sabia. Ela não faz seu tipo".

E tenho dito.