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Desafiando gigantes


Pois bem. Acho que está mais do que na hora deste blog se posicionar contra(já que a maioria reluta em fazer isso) de um dos filmes mais superestimados dos últimos anos. Depois de causar mais de trezentas respostas no tópico da comunidade oficial do filme, transponho de maneira mais técnica e verossímil a crítica da BOMBA, Desafiando Gigantes( ou, como eu carinhosamente chamo, Apurrinhando gigantes). Sem levar ofensas para o lado pessoal, tentarei me manter o mais atento aos fatos possível. E espero que isso seja respeitado por você que está lendo esta crítica. Apesar de ter muitas pessoas me chamando de tudo que é coisa, alguns ainda me apoiaram. Vejo que não estou sozinho nessa luta. Sem mais delongas, o filme:

No começo, pode se notar claramente a pretensão dele: uma tomada do campo de futebol prenuncia a audácia do filme. Sim, audácia. Na falta de produções decentes para o mercado gospel, o filme tenta explorar de forma nada original algumas tomadas bem feitas. Lembro que quando assisti a primeira vez, um amigo meu comentou: "Boa fotografia." Eu resmunguei algo como "Nã... é só pra parecer.". Dito e feito.

Vamos do princípio. A história do filme, é sobre um pastor...opa... treinador de um time de futebol fracassado, que tem pela frente o desafio de ganhar um campeonato e classificá-los para o torneio estadual. Premissa nunca antes usada por filmes como Duelo de Titãs, Um domingo qualquer, Virando o Jogo, e etc. Ok, a história não influi, se for desenvolvida de forma coerente e inteligente. Isso não acontece também. O roteiro é quase uma colcha de retalhos, que se repetem ainda por cima. Se o título do filme e a capa não fizerem você perceber do que o filme trata, não se preocupe: os atores estarão lá para lembrar pra você a cada cinco minutos que você nunca deve desistir. E aí o filme passa de uma suposta comédia-aventura, para um dramalhão de auto-ajuda. Nesse caso, o nome é substituído por fé. Mas, Roberto Shinyashiki atuou de consultor do filme? Claro que não! Porque todas as questões técnicas são culpa de Alex Kendrick, ator, diretor e roteirista, maquiador, iluminador, enfim, tudo no filme é ele que faz. Se alguém pensar em xingar o roteirista ao invés do diretor, pense bem: ambos são a mesma pessoa...

Depois de muito insistir, o filme deixa todo pudor de lado e se torna uma pregação animada. Não critico isso, esse era o objetivo do filme, financiado por uma igreja batista. Mas, clichês como "tudo deu certo depois que eu usei(neste caso) Jesus..." são presentes a todo instante. Se o filme acompanhasse mais 3 meses do casal, veríamos eles milionários, não há dúvida. Uma das coisas que mais me desanimou no filme, foi o fato do casal não poder adotar uma criança, mas ter que engravidar. Ou seja, você será abençoado se tiver um filho seu, não se criar um dos outros. Porque o casal não podia adotar? Há algum problema nisso? Se esse detalhe fosse mudado, minha opinião sobre o filme seria diferente. O final é o mesmo de sempre, com todo mundo feliz.

Atuações. Bom, não temos um ator profissional no filme. Talvez, as árvores... não sei. Mas não há muito o que falar sobre isso. Atuações que forçam a emoção e trilha sonora ensurdecedora são a saída para o folhetim quase Globo.

Uma tristeza. Considerado por alguns como o "melhor filme cristão de todos os tempos" acho precoce e ridículo dizer isso. Se você procura um filme de superação, então assista ao ótimo A PROCURA DA FELICIDADE. Esse pelo menos aconteceu de verdade, mesmo não substituindo fé por auto-ajuda.

4 comentários:

Juliane Soska disse...

postou na comunidade?
huahauhauahuahuhaua

certo que vão cair em cima de novo
até vou ver se é ruim mesmo

entre uma boa sugestão de filme, vale uma péssima dica só pra tirar um sarro mesmo!rs
bjs

Alex disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alex disse...

sempre tem q ter um cara mala... sempre.... é interessante q só pessoas como vc conseguem assistir este filme com uma postura tão preconceituosa e crítica... vai ver todo mundo q acha este filme maravilhoso é burro, e só vc tem QI suficiente para achar ele ruim...(IRONIC MODE ON)
espero que suas críticas mudem a vida de milhares de pessoas qto o filme...

este não é uma super produçao de hollywood com Wil Smith... mas garanto a vc q é melhor q muito filme "caro".

Bruno Resende Blog disse...

Não é possível que possam existir pessoas que sao capazes de criticar um filme tão bonito e profundo como esse. Quem realmente tem fé e perseverança sabe que os milagres podem acontecer.