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A Origem - O sonho fantástico de Cristopher Nolan

A Origem - O sonho fantástico de Cristopher Nolan

NOTA: 9,5 / 10

Inception
EUA / Inglaterra , 2010 - 150 minutos
Ficção Científica /Ação

Direção:
Cristopher Nolan
Roteiro:
Cristopher Nolan
Elenco:
Leonardo Di Caprio, Ken Watanabe, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard, Ellen Page, Cillian Murphy, Tom Berenger, Michael Caine, Tom Hardy

Se há algo em comum nos filmes de Cristopher Nolan como Amnésia, O Grande Truque e A Origem, é a forma na qual todos os aspectos da história começam como peças de um quebra-cabeça sem sentido e apenas no último instante compreendemos afinal o que tudo significava. Por alguns momentos, a impressão é que o filme não fará sentido, mas somos seduzidos pela técnica visual de do diretor e os mistérios construídos pelo roteiro junto com seu irmão Jonathan Nolan. Não é a toa que boa parte das 2h30 de A Origem se limitem a explicar todos os pormenores das extrações e até construir a personalidade de cada um dos elementos da história. Os outros momentos são de pura audácia tecnológica com um parco uso de computação gráfica e muita, muita trucagem com a câmera. A Origem é um marco do cinema como poucas vezes tivemos a oportunidade de sonhar.

A história mostra o melhor extrator de sonhos do mundo com uma missão praticamente impossível: montar uma equipe e plantar uma ideia na mente de um homem poderoso.

Depois de O Grande Truque e o imbatível Cavaleiro das Trevas, Cristopher Nolan tornou-se sinônimo não apenas de ótimos filmes mas de bilheterias voluptuosas para a Warner Bros. Assim, recebeu carta branca e um orçamento inflado para realizar A Origem, um sonho desenvolvido durante anos. A fotografia tem pedaços de cada uma de suas criações e a ação ensaiada e o pouco uso de efeitos computadorizados são ainda mais evidentes como marcas do diretor. Cada plano do filme tanto nos sonhos, quanto na realidade (?) são cuidadosamente compostos e trabalhados. O uso do slow em diversos momentos é levado ao extremo. Mas nada, nada no mundo pode ser comparável à cena indescritível onde Joseph Gordon-Levit tem que se virar em um corredor de hotel em gravidade zero. É algo que saiu de dentro da mente de todos nós, mas poucas vezes pode ser vista com tamanha capacidade no cinema. Outro momento de puro êxtase é Ellen Page, uma atriz que não gosto muito, mas consegue aqui uma das melhores cenas do filme, arquitetando seu primeiro sonho. Não seria nem um pouco estranho se Nolan levasse o prêmio de melhor direção.

O elenco é competente em seu trabalho. Leonardo di Caprio é um dos atores mais maduros e competentes da atualidade e merece todo reconhecimento que tem, mesmo que aqui sua atuação, bem como a de todos os outros, é ofuscada pelo brilhantismo da história e do filme. É como em Senhor dos Anéis, um filme de qualidades visuais incríveis mas que suprime as atuações, limitando-as muito. Todos aqui vão muito bem, mas vale destacar Cillian Murphy em um dos poucos papéis onde podemos vê-lo sem excentricidades. Ele é apenas um milhonário qualquer.

Se A Origem tem problemas, eles podem ser encontrados em sua segunda parte, no mundo dos sonhos. Depois de toda a preparação da equipe e do filme para essa etapa e o desenvolvimento cuidadoso dos dois primeiros níveis do sonho, as duas últimas partes parecem carecer de profundidade. Enquanto em um nível, a fortaleza de neve parece apenas uma desculpa para correrias e tiroteios descabidos, a parte final não parece tão bem amarrada à história como deveria. Talvez o desenvolvimento de Mal não tenha sido preparado o suficiente para esse desfecho ou não seja ameaçador o suficiente. E é aqui que A Origem perde parte do seu impacto inicial. Mas esse é apenas um deslize perto de tudo que ele oferece ao espectador.

E assim como uma ideia plantada pode se transformar em uma obsessão, a pergunta final que o filme deixa é capaz de perturbar a maioria das pessoas também.

3 comentários:

Misael Lima disse...

Blé

Natalia X. disse...

Vo comentar como usuario do blogger =P

Achei a resenha otima! Nao vi o filme ainda, vo ver na sexta, e to numa mega expectativa. Os filmes do Cristopher Nolan são geniais, não sabia que ele era o roteirista tb.

Gosto dos atores (embora tb nao seja mto chegada na Ellen Page)e concordo com o que vc disse em relação ao Leonardo DiCaprio. Qdo eu o vi em Titanic, achava ele um bosta, nao tinha noção da competencia do cara e isso ele foi mostrando nos demais filmes (tipo Os Infiltrados tb).

Bom, qdo eu assistir eu opino mais! =P

Abs

will disse...

Filme foda

É tudo o que tenho a dizer.