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Na Natureza Selvagem - E a vontade absurda de pegar uma mochila e sair pelo mundo...


Sean Penn é um ator dedicado e um dos mais proeminentes cineastas do momento. Além de presidir o Festival de Cannes, o ator mostra o quanto ama o cinema na cuidadosa direção de seus filmes. O ápice disso tudo, é a adaptação de uma história real, o film Na Natureza Selvagem. 

Baseado no livro de mesmo nome, do autor Jon Krakauer, conta sobre a vida de Chris McCandless, um jovem de classe média, que após formar-se na faculdade, decide largar o conforto de sua vida e partir como um andarilho. Entre inúmeros encontros, decide rumar para o Alaska. Nesse tempo, trabalha em empregos temporários, dorme em acampamentos hippies e divide experiências com todos que cruzam seu caminho.

O diretor sabe por experiência própria, a importância da construção de um personagem. Em uma narrativa não-linear, desenvolvida em capítulos, ele mostra lentamente e durante toda a projeção, os motivos que levaram Chris a tornar-se Alexander Supertramp. Penn sabe como conduzir o filme, e Emile Hirsch sabe como aguentar a responsabilidade de protagonista nos ombros. E essa dedicação é refletida no corpo do ator, que em certo ponto do filme, aparece praticamente pele e osso. A transformação do personagem de um racional saudável em um primitivo deteriorado assusta. 

Destaque também, e de longe fundamentais, para os coadjuvantes do filme. Entre o casal hippie que lhe dá carona, um empregador com problemas no FBI(em uma interpretação bem diferente de Vince Vaughn) e o maior destaque, Hal Holbrook, como um veterano de guerra solitário. Ele conduz uma das cenas mais emocionantes do filme, que valeu uma indicação ao Oscar.

A fotografia do filme é belíssima. Cenas únicas, de uma qualidade cinematográfica absurda. Trabalho de Eric Gautier, que também trabalhou em Diários de Motocicleta. Eric sabe como equilibrar Emil em um cenário tão ameçador, sabe como mostrá-lo pequeno e sabe fazer tomadas que tiram o fôlego do espectador.

A título de curiosidade, a trilha sonora é composta por Eddie Vedder, vocalista da banda Pearl Jam, em um trabalho que lembra muito o folk de Bob Dylan. Excelentes composições para as idéias que o filme passa. A felicidade independe das relações humanas? Pode a razão existir longe da humanidade?

Pode o homem viver somente pela natureza, sem depender de seus semelhantes? Os questionamentos levantados ao redor do personagem principal, pretendem responder isso de alguma forma, mas são essa perguntas que perduram ao final da película. Em seus últimos momentos, Chris realmente encontrou uma resposta?

Como diria Trinity, em Matrix: É a pergunta que nos motiva.

Um comentário:

*c*a*z disse...

cadê meu blog¬¬
atualizei



gostei da fotu, mais legal é o rafinha bastos vestido de guarda!
ashausahsuahsauh