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Predador: A saga completa - O melhor e pior do maior caçador do universo

Predador: A saga completa - O melhor e pior do maior caçador do universo

Faltando pouco mais de um mês (isso se a santa distribuição brasileira não mostrar suas garras) para a reestreia de uma das franquias mais cultuadas de ficção científica dos anos 90, é hora de relembrar o que de melhor e de pior já foi feito com o caçador alienígena Predador. Com lançamento marcado para julho o terceiro capítulo oficial da série, Predadores, tem direção de Nimròd Antal (Temos Vagas) e produção de ninguém menos que Robert Rodriguez (Drink no Inferno, Planeta Terror).
Por isso, prepare muita lama, armas de fogo e, claro, muita coragem para encarar o mundo do Predador.

Predador (Predator) - Dir.: John McTierman. Ano: 1987

NOTA: 8,5 / 10

Arnold Schwarzenneger já era uma figura incontestável dos filmes de ação, na década de 80. Revelado em Conan, foi catapultado pelo primeir Exterminador do Futuro e consolidado em Comando Para Matar. Predador não foge dessa regra. Filme de ação e ficção científica bem realizado, com ótimos efeitos especiais e sangue. Muito sangue. A história mostra um pelotão de elite do exército que entra na selva sul-americana para resgatar seus companheiros. O que eles não sabem é que estão sendo caçados por uma criatura muito mais perigosa do que eles poderiam imaginar. O filme não é um poço de genialidade. Pelo contrário, repete fórmulas em seus personagens, todos devidamente estereotipados, em sua estrutura de filme de monstros (ele vai aparecendo aos pouquinhos e ninguém acredita que seja realmente um alienígena) e o confronto mocinho e vilão, em uma das cenas mais geniais do cinema dos anos 80. Nesse caso, a fórmula funciona, e muito bem. Um filme divertido e descompromissado que apresenta uma criatura maravilhosamente desenhada pelo gênio da maquiagem, o falecido Stan Winston, no auge de sua forma. Arnold está fortão e não tem medo de mostrar isso. Predador tem até espaço para a crítica social: na cena final, Dutch pergunta ao monstro "Que diabos é você?", ao que o predador responde "Que diabos é VOCÊ?". Em meio às cinzas, Dutch, todo arrebentado, parece se perguntar a mesma coisa. Que diabos somos nós? A meditação dura aproximadamente 2.3 segundos e logo é cortada pela empolgante trilha sonora e o helicóptero que nos lembra para não nos levarmos tão a sério assim.

Predador 2 - A Caçada Continua (Predator 2) - Dir.: Stephen Hopkins. Ano: 1990

NOTA: 5 / 10

Sim, Danny Glover foi a escolha para substituir Arnold na continuação do sucesso de 1987. Não, não faz sentido. Tá certo que o ator vinha do bem-sucedido Máquina Mortífera, mas e daí? Ele não tem físico, é caricatural demais e teria morrido nos primeiros 5 minutos em um confronto real com o alienígena. Mas, de acordo com a produção do filme, ele era o nome certo. Não só por isso, mas pelo apanhado geral da obra, Predador 2 é datado e tosco. Beira produções de baixo orçamento e diálogos que tem como objetivo, reunir o maior número de "Damns!" e "Fucks" possíveis. Dessa vez, o caçador ataca em meio à Los Angeles, de 1997, dominada por gangues vodus. É. Gangues vodus. Mais sangue do que o primeiro, mas também, momentos de vergonha alheia que dão dó. Tão ruim que o filme é o pior lançamento da franquia, fazendo míseros 30 milhões de dólares nos EUA. Pelo menos Predador 2 tem elementos que devem ser levados a sério. Entendemos melhor a criatura. Conhecemos mais armas, entendemos um pouco mais suas motivações, há quanto tempo estão na Terra e até suas noções de honra. Um prato cheio para os próximos filmes. Pena que o resultado será vergonhoso.

Alien Vs. Predador (Alien Vs. Predator) - Dir.: Paul W. S. Anderson. Ano: 2004

NOTA: 0,3 / 10


17 anos depois do lançamento da série, Predador é cultuado pela sua contribuição ao mundo da ficção científica e a maravilhosa criatura de Stan Winston. Junto com Alien, é considerado fundamental na escala de ameaças alienígenas e rendeu diversos confrontos em HQ's e games. Tudo porque no final do segundo filme, a estante de troféis do predador expõe um crânio de Alien. Pergunta: o que acontece se você juntar essas duas maravilhosas franquias em apenas um filme? A FOX decidiu realizar o encontro e trouxe Paul W. S. Anderson, diretor de Resident Evil para a tarefa. UAU, não pode dar errado!!!
De alguma forma misteriosa ganhamos o pior filme da década. Um grupo de exploradores é contratado para encontrar uma pirâmide perdida Pólo Sul, que abriga um local de passagem para a vida adulta dos predadores. Lá, uma colônia de Aliens é ativada, dando início a um confronto onde humanos são a raça mais fraca e não sairão vivos.
Basta dizer que em Alien Vs. Predador, quase não há predadores. Dos três que iniciam a luta, apenas um sobrevive, sendo que o confronto entre ambos acontece só lá pelos 50 minutos de projeção. O começo é apenas um monte de justificativas entediantes para o confronto. Por um milagre, o predador é amigo da protagonista. Eles são quase Tango e Cash, pulando de explosões, trocando experiências, chorando pela morte do amigo. É ridículo, pedante, clichê e, infelizmente, vergonhoso.
O que há de bom: descobrimos que Bishop, da série Alien, era o dono da Companhia imortalizado em seus andróides. Isso.

Aliens Vs. Predador (Aliens Vs. Predator - Requiem) - Dir.: Colin e Greg Strause. Ano: 2007

NOTA: 2 / 10

Dirigido pelos autodenominados irmãos Strause, uma continuação de AVP foi entregue ao mundo. Por algum motivo, a série cultuada em seu primeiro filme parece sofrer uma queda crescente de qualidade. Cada novo capítulo é mais um motivo de vergonha alheia. Dutch revira-se no gabinete de governador da Califórnia. Apesar disso, AVP 2 consegue ser ligeiramente mais interessante do que seu predecessor.
Partindo da premissa deixada no final do primeiro filme (o predador protagonista é contaminado por um alien, nascendo assim o PredAlien), AVP 2 tenta voltar às origens da história. A nave dos predadores cai em uma pequena cidade. No planeta da raça alienígena (sim, temos um pequeno e prazeroso vislumbre do planeta), um caçador recebe o alarme e decide investigar. Novamente, os humanos é que vão sofrer as consequências.
No pior estilo slasher movie vemos a cidade ser dizimada rapidamente, tanto pela contaminação do alien/predador quanto do caçador que pouco se importa com os humanos (bem diferente do protagonista do filme anterior). A violência do filme foi criticada por muitos. Os strause não poupam ninguém. Diferente da maioria dos filmes de terror, aqui, crianças tem o peito aberto por um alien, grávidas dão à luz bebês aliens, tudo com o melhor mau gosto possível. Até é divertido. Ao final, o confronto entre alien e predador é despido de armas e artifícios. Mano-a-Mano.
Divertido, mas sem ser levado a sério, AVP 2 não é tão ruim quanto parece. Mas, continua sendo uma droga.

4 comentários:

Pexo disse...

Não entendi pq q AVP 1 fico tão ruim assim.. Eu achei que foi o melhor filme da franquia. Uma trama boa, sequencias nas cenas de ação muito bem feitas, trilha envolvente...
Acho muito dificil ter maneira melhor de situar Aliens e Predadores em um mesmo filme. Sem contar que neste filme mostrou muito mais a natureza guerreira dos predadores.

Sustetenko disse...

Ae..no primeiro a selva é na America Central...e vale aponta tb que na ultima parte do AVP2 aparece a arma do predador sendo entregue a compahia Yatuni que é fundida com a Wyland, gerando a empresa que persegue os Aliens após o primeiro filme a qual a Ripley trabalha..Wyland-Yatuni

Misael Lima disse...

Olá pessoal,

valeu por comentarem no post! Bom saber que ainda temos fãs do bom e velho predador, em tempos negros de pseudo politicagem correta!

Penko:
Desgosto extremamente de AVP não tanto pelo fato de ser um filme mal feito, mas por ser um filme enrolado, com um começo demorado demais. Depois, ao invés de observarmos uma luta incessante pela sobrevivência dos predadores, dois deles morrem no primeiro ataque. Mas sabemos o quanto um predador é poderoso e que isso é um falibilidade muito grande deste roteiro.
Não consigo aceitar que um predador ficou amigo de uma mulher humana e ambos quase se beijam na cena final...ela sentindo pena do bichão é forçar demais a barra.
No entanto...
o filme tem ótima produção, bons efeitos especiais e sim, muitos fatos enriquecedores para a trilogia. O problema é que deturpa muita coisa também, por isso a decepção tão grande. Assisti no cinema e sai arrasado.

Sustetenko:
Assisti o filme no domingo e não lembrava realmente onde se passava. Sobre a parte de AVP 2, boa sacada! Isso é o bom de escrever para fãs: lembram de coisas que eu mesmo não lembro às vezes.

Obrigado e continuem participando!

lematinee disse...

Nao assisti os dois ultimos, mas com relação aos dois primeiros fico com o do Arnold tb!

Como quase sempre... as sequencias não são tao boas...

Abs!